O 29º Salão do Automóvel de Chengdu abriu no Western China International Expo City em 21 de agosto com cerca de 1.600 veículos de quase 120 marcas nacionais e internacionais. Ficou dez dias em cartaz, encerrando em 30 de agosto.
Dez dias é muito tempo para um salão. Chengdu merece a duração. Este é o primeiro evento de nível A do calendário chinês depois da pausa de verão, o que lhe dá uma função que nenhum outro tem: o que vende aqui define o tom do segundo semestre, e todas as marcas presentes sabem disso.
O Que As Marcas Chinesas Levaram
A BYD montou a maior presença coordenada do salão, reunindo Dynasty e Ocean com Denza, Fangchengbao e Yangwang sob o mesmo teto, com foco em recarga ultrarrápida e assistência à condução. O Grupo Chery encheu o estande com 38 modelos das suas cinco marcas. Great Wall Motor, Geely Galaxy, Hongqi, BAIC, Deepal e Voyah usaram o evento para ampliar as linhas de veículos eletrificados e inteligentes, em vez de lançar um único carro-símbolo.
A Harmony Intelligent Mobility Alliance teve área própria de exposição, e a Avatr mostrou um conceito. Navegação assistida urbana e estacionamento automatizado, as duas funções mais exigentes de assistência à condução no mercado chinês, apareceram como equipamento de série em modelos recém-lançados, e não como opcional da versão topo. Essa é a mudança que fica registrada desta edição.
As marcas estrangeiras adaptaram, não traduziram. Dongfeng Peugeot e Dongfeng Citroën apostaram na eletrificação inteligente. Audi, Volkswagen, Buick, Toyota e Honda mostraram modelos elétricos e conectados desenvolvidos especificamente para o comprador chinês. A Mercedes-Benz fez a estreia mundial do GLE de entre-eixos alongado aqui, uma frase que seria impensável num salão regional chinês uma década atrás.
Chengdu Virou Parte Da História, Não Só O Endereço
Os organizadores criaram pela primeira vez uma área dedicada à cadeia produtiva de veículos inteligentes conectados feita em Chengdu, cobrindo baterias, sistemas de tração elétrica e hardware de conectividade. Volvo, Zeekr, Lynk & Co e Jetta produzem carros na cidade, e todas as quatro levaram veículos de fabricação local ao salão.
Há também uma área de miniaturas, outra estreia, além de eventos de fim de semana voltados ao público geral. Liu Guoliang, gerente-geral da coorganizadora Hannover Milano Fairs Shanghai, descreveu a ambição como transformar o salão num carnaval da cultura automotiva. Um mercado que vendeu 24,3% menos automóveis de passeio no primeiro semestre de 2026 tem bons motivos para começar a vender a experiência junto com a lata.
A capital de Sichuan passou uma década se transformando no polo automotivo de produção e consumo do oeste chinês, e o salão funciona agora também como piso de negociação entre fabricantes locais e compradores estrangeiros. A exportação é a linha de crescimento do setor automotivo chinês neste momento, e Chengdu quer ser porto de embarque, não vitrine regional.
A BMW abriu as encomendas durante o salão para o iX3 Neue Klasse de entre-eixos alongado, a partir de 269.900 yuans na versão 30L de entrada. O próximo salão de nível A na China é o Auto Guangzhou, em novembro.